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Pessoas de todo o país compravam

Coronel da PM é preso suspeito integrar grupo que vendia remédios proibidos pela internet

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Foto: Reprodução Facebook

RIO — Uma operação deflagrada pela Policia Civil do Rio, na manhã desta quinta-feira, desarticulou uma quadrilha que vendia medicação proibida e de uso controlado pela internet. Cinco pessoas foram presas — entre elas um coronel da reserva da Polícia Militar — na ação, batizada de "Eros", que acontece nos estados do Rio e do Paraná. De acordo com as investigações da 78ª DP (Fonseca), há pelo menos 12 anos o bando oferecia abortivos, ansiolíticos e "rebites", entre outros remédios. Os presos responderão por tráfico de drogas, crimes contra a saúde pública e lavagem de dinheiro.

No site operado pela quadrilha eram oferecidos, indiscriminadamente, remédios como Cytotec (abortivo proibido no Brasil), Rivotril (ansiolítico de venda controlada), Ritalina (usada no doping intelectual dos concurseiros), Rohypnol (droga usada no golpe "boa noite Cinderela"), Pramil (estimulante sexual de venda proibida no Brasil) e Anfepramona (rebite usado pelos caminhoneiros).

Além desses, eram comercializados ilegalmente inibidores de apetite, anfetaminas, anabolizantes e antibióticos. O site estava no ar desde 2006 e tinha clientes em todo o Brasil. As encomendas eram postadas em agências dos Correios de Niterói, município da Região Metropolitana do Rio.

De acordo com as investigações — que contaram com interceptação telefônica, quebra de sigilos bancários e fiscal e vigilância sobre os suspeitos — Bruna e Paulo Jardel, moradores de Maricá, eram os administradores do site e movimentavam cerca de R$ 150 mil por mês. Já Flávia e Marsola forneciam regularmente medicamentos e drogas para o casal.

Durante as investigações, foi preso Bruno Sérgio Honorato de Paula, no Centro da cidade de São Paulo. Ele foi flagrado nas imediações da Rua Uruguaiana com medicamentos de uso controlado que seriam entregues a clientes. Na casa de Bruno, em Campo Grande, distrito de São Paulo, foram apreendidos quase mil caixas de inibidores de apetite, antidepressivos e anabolizantes.

Compra de imóveis

Parte dos lucros que obtinham com o comércio ilegal de medicamentos, Paulo Jardel e Bruna usavam para adquirir imóveis. Nessas negociações, onde o valor de compra era normalmente subfaturado, o que caracteriza a lavagem de dinheiro. O casal também usava laranjas para manter alguns bens, como veículos. Na ação operação desta quinta, os agentes cumpriram o sequestro judicial de três imóveis, cinco contas bancárias e dois veículos.

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