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Déficit: Wilson Lima repete discurso de todos que assumem o governo

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Foto: Reprodução

O governador eleito do Amazonas, Wilson Lima (PSL) repetiu o mesmo discurso dos quatro últimos governadores do  Estado, de que receberam as contas públicas com déficit. Segundo Wilson, o déficit é de mais de R$ 1 bilhão. Amazonino Mendes (PDT), quando assumiu, disse que o déficit era de mais de E$ 1,2 bilhão, só na Saúde. Antes de passar o cargo para Amazonino, o então interino David Almeida (PSB) disse que recebeu o governo com R$ 694 milhões de déficit. Em 2015, José Melo (PSD), informou que o   Estado acumulava uma diferença de R$ 1,4 bilhão entre o total de empenhos (parcelas do orçamento já comprometidas) e o que foi efetivamente pago. Em 2013, Omar Aziz (PSD) chegou a congelar as compras do governo, diante de um déficit nas contas que já superava R$ 1 bilhão.

Declaração por declaração, o déficit nas contas públicas do Amazonas anunciado pelo governador Amazonino Mendes quando assumiu o governo, no final do ano passado, de mais de R$ 1,2 bilhão, foi bem maior do que o anunciado nesta terça-feira por Wilson Lima, em visita aos deputados estaduais nesta terça-feira (4). O eleito  nem outra pessoa de sua comissão de transição  explicou como  chegou a esse número.

No final de 2017, Amazonino Mendes, em um balanço dos primeiros dias de gestão, disse que assumiu com as contas  desequilibradas. Disse, à época, que só com aluguel de carros, imóveis e manutenção, o Estado  gastava mais de R$ 200 milhões por ano. E destacou déficit de mais de R$ 1 bilhão apenas no setor da saúde. Na mesma época, o governo de Amazonino informou que a a pasta de Saúde tinha  476 contratos no valor de R$ 394 milhões que não estavam  previstos no orçamento; que R$ 178 milhões eram de serviços prestados, já encerrados se e não renovados. E que existia uma despesa reconhecida a ser paga de R$ 575 milhões e um resto a pagar de R$ 87 milhões do ano anterior (2016).

O então governador interino David Almeida, em matéria publicada em 3 de outubro do ano passado, disse que recebeu o governo, em maio, com R$ 694 milhões de déficit. “E não fiquei reclamando e nem chorando. Não fiquei acusando ninguém, criticando ninguém, atirando pedra em ninguém. Arregacei a manga e fui trabalhar”, afirmou.

Em 2015, José Melo, depois cassado por compra de votos,  cinco dias antes de fechar o exercício financeiro daquel ano, informou que o   Estado acumulava uma diferença de R$ 1,4 bilhão entre o total de empenhos (parcelas do orçamento já comprometidas) e o que foi efetivamente pago. Foram R$ 14,4 bilhões empenhados e R$ 13 bilhões pagos.  Melo confirmou  a diferença e afirmou   que o restante que não pudesse ser pago naquela ano seria  reempenhado.

Omar Aziz, em 2013,  foi acusado pela oposição de "descontrole" na gestão e reconheceu a "luz amarela", atribuindo  o cenário à queda nas transferências federais. O então secretário da Fazenda, Afonso Lobo, informou, que os gastos com o custeio da máquina pública  avançaram 24,5% desde 2011, e o Estado  estourou o limite com essas despesas - que consomem 49,4% da receita. Omar se queixava  das dívidas herdadas do antecessor, o ex-governador Eduardo Braga (PMDB) que, segundo declarou à imprensa, no final daquele ano, engessaram o governo dele.

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